terça-feira, 29 de novembro de 2011

JONAS





Informações sobre a Série Sangue e Sexo
(Os Vampiros Mafiosos)

01 – Michael – Distribuído
02 – Jonas – Distribuído
03 – Blane – Traduzindo


Resumo:


A doutora Elena Jensen é uma imunohematologista[1] que trabalhou duro para chegar onde está e adorou cada segundo. Mas às vésperas de anunciar a descoberta de um reforço da imunidade que vai mudar a vida de cada ser
humano na terra, um homem delicioso entra em sua vida.
Jonas, o sexy proprietário do novo clube cujo tema principal é o bondage[1], poderia ser a distração perfeita em sua vida se não estivesse em um momento tão importante no seu trabalho e se seus mundos não fossem tão diferentes.
Ela segue concentrada em seu trabalho, tentando esquecê-lo, mas mesmo em seus sonhos sensuais, Jonas é absolutamente fascinante. O fato de que em cada noite ele surge como um amante vampiro poderoso torna tudo ainda mais irresistível. Pelo menos até que um lobisomem a ataca, forçando Jonas a revelar sua identidade e a verdade de seus sonhos.
Quando vê-lo novamente, poderá Elena distinguir o sonho da realidade? Ou será que sua fantasia irá conseguir somente que ambos morram?


Aviso: Esta história contém algemas, sexo intenso, servidão  e um dominante herói... que gosta de usar suas presas.


Capítulo I


      Jonas se moveu no meio da multidão em direção ao bar, onde Tori estava sentada, rindo de algo que um vampiro de merda, Montclaire, estava dizendo.
     
― J. Onde você estava? ― Tori pegou seu copo de uísque em cima do bar e tomou um longo gole. O flash piscou através da escura caverna do calabouço, fazendo todos parecerem estar em um filme branco e preto em câmera lenta. Todos, exceto ela. Ela quase brilhava na luz. E quando ela levou seus olhos escuros e exóticos até ele, não eram frios como o dos outros ao seu redor. Eles estavam quentes, um lembrete de que ela era a única coisa viva em todo o edifício. Oh Havia outros seres humanos, mas estavam mortos. Haviam renunciado a vida há muito tempo e demonstravam com seus olhos. Mas não Tori. Ela era uma lutadora e o fogo nos olhos dela nunca morreria. E Jonas não tinha nada a ver com isso.
― Eu tinha alguns negócios que atender. ― Ele olhou para o homem calvo, que há pouco tinha estado ao seu lado. Ele se virou e saiu de perto dela. Jonas sorriu. ― É bom ver que você se arrastou para fora de seu buraco, Montclaire.
― Eu não teria perdido isso por nada, Garante[1] ― O homem bufou. Seu hálito sulfuroso encheu o ar. ― Não, não teria perdido por nada no mundo.
― Eu vejo que você conheceu nossa Compagna do Padrone[2].
Naturalmente, Montclaire não sabia quem ela era. Se soubesse que ela era a companheira de Michael, ele a teria evitado. Era um estúpido, não um masoquista.
― Oh. ― Os olhos do homem se abriram e uma gota de suor rolou por sua testa. ― É quem? ― Ele pegou a mão de Tori para beijá-la. Mas os lábios não tocaram sua pele.
Jonas bateu com a mão no rosto do vampiro e o empurrou para trás lentamente.
― Não a toque, seu merdinha! ― Quando ele moveu a mão, Montclaire estreitou os olhos pronto para o que quer que Jonas fosse fazer. Ele sorriu e se inclinou. ― Você ficou longe das crianças estes dias?
O bastardo enrubesceu.
― Sim. Sim claro, eu estou curado, Garante ― Montclaire começou a recuar. ― Eu juro! Eu não toquei em ninguém, desde nossa última... Uh... conversa.
      Jonas deixou sua mente fluir até os pensamentos do homem. Ele percebeu um choramingo dentro da cabeça do vampiro, seguido por maldições em pânico. Flashes de homens estuprando-o foi passando por sua mente, homens enormes em um beco, há muito tempo. A dor veio em um flash, mas então ela se foi, substituída por imagens de adolescentes reunidos na entrada de um shopping. Foi recentemente. Ele estava encolhido em uma sombra, observando como eles passavam em grupo. Ele olhou para o traseiro de um rapaz que passava. Mas Montclaire se manteve em movimento, lutando contra o desejo.
Jonas lentamente saiu da mente do homem, olhando novamente para ele. Apesar de não ter realmente molestado ninguém, Montclaire nunca ficaria limpo. Agora, depois de deixar sua mente, Jonas não se sentia limpo. Eles deveriam tê-lo matado quando tiveram a oportunidade. Michael deveria ter sido um Garante mais forte.
― Saia do meu clube. ― Jonas espetou o dedo no peito do homem. ― E, se eu te pegar ao redor de crianças novamente, eu vou deixar Serpentine[3] se encarregar de você.
O vampiro gritou e saiu correndo. Jonas voltou-se para Tori, que havia sentado em cima do balcão. Parecia quase infantil. Ela sorriu e tomou o resto de sua bebida, já quase no fim, e depois virou seu copo para baixo no balcão.  
 ― Eu queria fazer isso com os criminosos.
― Talvez você possa.
― Michael nunca vai me transformar.
― Ele pode.
Tori sorriu para ele.
― Você sabe que ele não vai.
Triste, mas verdadeiro. A perda de uma mulher perfeitamente boa.
― Ele não quer que você viva como nós. Ele está protegendo você.
― Sim ― Ela soltou uma gargalhada aguda. ― Eu nem sequer o vi esta semana. Ele está tão ocupado com esta porcaria de Padrone[4] que não tem tempo para mim.
― Ele não pode evitar. Ele não gosta de ficar longe de você, Tori ― Jonas cruzou os braços sobre o peito. Ele não deveria estar conversando sobre isso com ela. Esta era responsabilidade de Michael. Mais ele sentia pelo rapaz. Não tinha sido fácil para ele estabelecer seu lugar depois de Castillo. Oposições hostis não era brincadeira no mundo vampiro. Especialmente quando as pessoas leais ao antigo patrão tiveram que ser removidas de cada uma das empresas, para que pudessem colocar os seus. ― Ele tem muito que fazer.
― Você sabe, não é fácil para mim. ― Ela virou o copo para cima novamente, tentando drenar o resto da bebida. ― Eu tenho que fingir não perceber que o crime organizado está funcionando. Mesmo as prostitutas. ―
Merda. O detetive estava saindo novamente. Tori estava confusa com a ideia de prostituição humana na versão vampira.
― Você não sabe tudo o que pensa que sabe, Tori ― Quando ela ria, o cheiro doce do Jack Daniels viajava pelo ar. Ele estendeu a mão e arrancou o copo dela. ― Eu acho que é suficiente para você.
Tori tentou bater nele. E acabou caindo sobre ele. Jonas pegou-a nos braços e a deixou deslizar para baixo, à frente de seu corpo, até que se levantou, olhando para um para o outro. Seu corpo reagiu de imediato e ele empurrou seus quadris para trás para manter longe sua excitação e não ser tão grotescamente óbvio.
― Eu acho que preciso descansar.
― Aqui ― Ele envolveu os braços em volta de seu ombro. ― Eu vou levá-la de volta. ― Ele ajudou-a no meio da multidão de vampiros e foram em direção ao corredor onde as salas privadas escondiam-se dos olhos humanos curiosos.
      ― Eu adorei o novo clube. ― Ela praticamente falava depressa. ― Você é brilhante, sabia disso?
― Obrigado. ― Jonas sorriu enquanto abria e fechava a porta de sua sala, onde ninguém mais poderia entrar. Era uma caixa toda escura com pouca iluminação, um sofá preto longo e uma parede com algemas e chicotes. No sofá, ele teve o cuidado de ajudá-la a se sentar, sem deixá-la cair e em seguida, deixou-a no sofá. ― Eu vou voltar. ― Ele apontou para o telefone na parede. ― Ligue se você precisar de alguma coisa.
Tori pegou seu braço.
― Não me deixe aqui. Por favor.
― Tori, eu não posso ficar.
Seus olhos foram até sua boca que se abriu com um suspiro.
― Você sabe o que é esta sala? ― Ele deixou que ela o puxasse para baixo, no sofá, ao lado dela. ― Esta é a sala.
― A sala?
Ela corou lentamente.
― Oh ― Jonas endureceu novamente, lembrando a primeira noite que haviam compartilhado o local. Ele tentou seduzi-la e estava fazendo um bom trabalho, até que Michael entrou. Ele usou a conexão de sangue escravo, aquela que Castillo obrigou-os a compartilhar. Mas Tori havia se conectado com seu corpo que estava a seu alcance. E ele sabia o que ela sentia. Tinha visto em seu rosto quando ele deslizou para dentro da mulher.
Oh, sim. Ela definitivamente podia senti-lo.Tori virou seu corpo em direção a ele e sussurrou.
― Como você faz isso?
― O quê?
― Fazer eu me sentir assim. Como se você me tocasse e ao mesmo tempo não.
Algo escuro dentro de Jonas se animou com a pergunta. Ele poderia mostrar a ela. Poderia mostrar que sabia deixar seu corpo em chamas e fazê-la atingir um orgasmo febril, se não fosse por Michael. Ele soltou uma respiração lenta, tentando aliviar a dor por trás de seu zíper.
― É apenas um dos dons que eu herdei com a transformação.
― Você faria isso novamente?
Sentiu o peito apertado. Tori tinha de sair de sua mente. Ou talvez ele tivesse entendido mal.
 ― O quê?
― Use-o. Esse poder.
― Eu não acho que seja uma boa ideia. ― Era uma maldita péssima ideia.
― Vamos ― Ela lhe deu um golpe no peito. ― Ou você é um maricas?
A besta em seu peito rugiu para a vida. Ela acendeu a parte telepática de seu cérebro. Ele estremeceu.  
― Não me empurre Victoria.
Ela se inclinou em direção a ele, cara a cara.
― Só por um segundo. Mostre-me que era real.
Jonas fechou os olhos, tentando revidar a parte dele que queria devorá-la. Era Luciano, sua metade-escura, que queria tomar a Compagna de seu melhor amigo. E ele sabia disso. Mas ele era impotente para deter a mão telepática de chegar até seu pescoço. Ele acariciou com a mão fantasma do ombro para baixo, então o braço dela. Ele queria tocar-lhe o peito, mas mudou a direção até o joelho. Ele empurrou a sensação até a coxa. Ele não iria muito longe. Quando ela estivesse sóbria, Tori ficaria muito envergonhada para falar com ele. Se ele fosse muito longe, ela nunca olharia para ele novamente. Quando Jonas ouviu seu suspiro, ele abriu os olhos. Tori estava deitada com a cabeça no encosto do sofá, seus cachos escuros derramando-se sobre o dorso e caindo nos ombros. Seus seios subiam e desciam em um ritmo lento. Seus batimentos cardíacos diminuíram, criando um ritmo oscilante que implorava sua boca em sua jugular. Em sua mente, ele podia sentir seu corpo contra o seu novamente. Mas não entrou, e se virou para alcançar seu rosto e tocar seus lábios. Aqueles lábios rosados se abriram um pouco.
Era demais. Eles estavam dançando perigosamente próximos à linha que forçaria Michael. Jonas fechou os olhos e puxou de volta para si mesmo. Algo roçou sua boca. Os lábios de Tori pressionaram contra os dele. O monstro dentro dele empurrou para frente, mas ele empurrou-o para trás, obrigando-se a ficar completamente parado. Ele não se moveu, mesmo quando sua língua molhada deslizou sobre de seu lábio inferior.

* * * *

― Hei, El.
A Drª. Elena Jensen girou em sua cadeira, virando-se para o som da voz de uma mulher. Era Vanessa Baker, a loira alta que mais parecia uma modelo de lingerie que uma secretária, mesmo em seu terno marrom. A mulher caminhou por sua desordenada sala branca, como se a porta não estivesse fechada. Por que eles não podiam deixá-la trabalhar? Há alguns dias ela realmente sentiu que era a única no prédio que levava seu trabalho a sério.
― Bom dia, Vanessa. ― Elena colocou um sorriso em seu rosto e jogou para o lado os papéis que estavam em cima de seu teclado. ― Planos para amanhã à noite?
 A mulher deslizou o quadril na parte da frente da mesa de Elena e estendeu um cartão em preto e vermelho.
Ela pegou.
― Eu não acredito.
― Você vai com conosco. Você não irá passar o sábado à noite aqui. ― Elena olhou o cartão e captou as palavras: despedida de solteira, vampiros, e The Dungeon[5].
― Van, eu já lhe disse. Eu não vou.
― Vou me casar, sua melhor amiga no mundo inteiro e você não irá à minha festa de despedida de solteira?
Ela nunca pensou em Vanessa como sua melhor amiga. Na verdade, ela a considerava apenas uma colega de trabalho. Na maioria dos dias, ela era simplesmente a secretária do escritório.
 ― Eu não acho.
― Você pensa demais. Você vai conosco. E nós vamos pegá-las às sete. ― Ela piscou e lançou um sorriso brilhante e golpeou suas longas pestanas escuras, como se estivesse falando com um homem. ― Johnny alugou para nós uma limusine.
Elena sorriu novamente, tentando esconder seu desdém pela forma como Vanessa disse o nome. John era o Dr. John Wescot, seu chefe e chefe do departamento de Imuno-hematologia. Ele contratou Elena dois anos antes para ocupar esta posição, na Universidade da Flórida. John era seu mentor e amigo. Ele era um cientista brilhante e um dos homens mais legais que já conheceu. Ele tinha facilmente dobro da idade de Vanessa e provavelmente o triplo de seu QI. Por isso, Elena achou estranho John se dar tão bem com a mulher.
 ― Eu realmente não deveria ir. Tenho um discurso para fazer domingo à tarde.
― Oh, bem, essa coisa nova sobre Immuno-X. John disse algo sobre isso. ― Essa coisa era apenas o maior salto em hematologia desde o século passado.
― Sim, há uma conferência de imprensa para anunciar os resultados. Provavelmente haverá muitas perguntas. Eu preciso descansar. ― Ela deslizou o convite de volta para Vanessa.
― A que horas começa?
― Às duas.
 ―Não se preocupe. Estaremos em casa a tempo de dormir um pouco.
― Vanessa, eu preciso me preparar.
― Você terá tempo de sobra. A manhã toda ― Respondeu segurando o peso de papel de Elena em forma de dupla hélice pequena. ― Além disso, você é um gênio. Não importa o quanto praticar. A maioria dessas pessoas não vai entender uma palavra do que você está dizendo.
― Esse não é o ponto.
Vanessa não estava ouvindo.
― Nós não iremos deixar que você vá de calça jeans e camiseta. Oh, use aquele vestido vermelho que lhe dei para a festa de Natal do ano passado. Ele vai receber atenção.
― Não, é muita atenção.
― Você não precisa de atenção, El. Você apenas tem que aprender a gostar dela.
Elena pegou um arquivo sobre o novo caso e começou a folhear as páginas.
― Uh... Sim. Eu não tenho um osso sexy no meu corpo. Eu nunca vou gostar. Você simplesmente não pode entender.
― Oh El. ― Ela riu daquela forma irritante, que sempre fazia quando alguém a elogiava. ― Você é sexy. Você esta sempre escondida sob o jaleco do laboratório. ― Ela estendeu a mão e tocou o cabelo de Elena, que se soltou fora do rabo de cavalo. ― Você tem um lindo cabelo marrom.
― Você quer dizer pardo.
― Não, ele é bonito. Como chocolate ao leite. E quando você tira esses óculos, podemos ver seus olhos azuis. Eles estão sempre tão brilhantes, principalmente quando você usa delineador também.
― Certo, eu não sei muito sobre essa coisa de ser bonita, mas se você sair da minha mesa e parar de conversar, então eu irei à festa.
Vanessa deslizou para fora da mesa, praticamente saltando.
― Esteja pronta. Vai ser uma explosão. ― Ela abriu a porta e saiu. ― E coloque uma roupa interior sexy para o caso de você ter sorte.
Quando a porta fechou, Elena murmurou.
― Sim. Certo.  ― Ela não iria fazer sua vida ainda mais miserável, tendo um caso de uma só noite. Isso era para as mulheres como Vanessa, que poderia se divertir toda a noite e ainda se parecer com Marilyn Monroe na parte da manhã. Mulheres como ela, responsável, simplesmente não podiam fazer isso. Não que o pensamento não tenha passado por sua cabeça, mas sua vida era muito complicada para adicionar tolos homens à mistura. Não, ela esperaria até que outro John Wescot aparecesse. E talvez ela reconsiderasse.

* * * *

Jonas pulou para trás, ao som de uma porta batendo na sala ao lado deles. Ele olhou para Tori, que se inclinou mais perto. Quando ele abriu a boca para falar, fez duas tentativas para dizer:
― Pare com isso.
Tori abriu os olhos e empurrou a mão sobre sua boca.
― Oh meu Deus. ― Seus olhos estavam maiores. ― Oh Deus, Jonas.
― Não entre em pânico. ― Ele pegou sua mão. ― É só por causa da ligação que partilhamos com Michael ― Ele tentou silenciá-la. ― Nós dois estamos conectados a ele por causa do laço de sangue. Por isso nos sentimos unidos desta forma.
― Eu sinto muito. ― Lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Tori. ― Oh Deus. Eu não quero perder o que tenho com ele. ― Ela olhou desamparada, sua voz muito alta. ― Eu o amo, Jonas.
― Deixe-me apagar de sua memória.
Inclinou-se, olhando estupidamente para ele.
― Não!
Ele segurou o rosto dela. Ela fechou os olhos.
 ― Não. Eu não quero nenhum de vocês em minha cabeça.
― E eu não quero que ele nos mate ― Ele esfregou sua têmpora com o polegar. ― Então olhe para mim, Tori.
Ela sentiu o toque do seu poder acariciar seu rosto. Ele olhou para ela, até que abriu os olhos, e, em seguida, colocou a mão em sua cabeça. Sentiu toda a confusão e tristeza, mais ele empurrou, até sentir seus pensamentos e, em seguida, suas lembranças se repetiram em sua cabeça como tinha acontecido. Ele voltou até quando chegaram à sala. Começou ali, afastando a lembrança e deixando-a limpa, até não sobrar nada sobre a atração e o beijo.
Jonas saiu da mente de Tori, até que voltou ao seu próprio corpo novamente. Ele soltou seu rosto e viu seu olhar voltar lentamente à consciência novamente.
― Oh. ― Ela agarrou a cabeça, apertou os olhos, e gemeu. ― Droga. Parece que enfiaram uma faca em meu cérebro. Deus, o que havia naquela bebida?
Jonas se encolheu.
― Talvez você deva voltar.
A porta da sala se abriu quando ela esticou para o lado para colocar a cabeça no sofá. O Padrone, alto e de cabelos escuros, Michael, estava ali os observando. Em silêncio, sua ira se estendia pela sala, fazendo com que o ar ficasse muito pesado.
― O que você está fazendo?
― Ela está bêbada. ― Jonas acrescentou ― Não se sentia bem. Eu pensei que precisasse descansar.
Michael foi para o lado dela e se ajoelhou. Jonas o olhou quando ele se inclinou mais perto dela, afastando um pouco o cabelo para que ele pudesse ver seu rosto. Ele não acreditava na história.
― Pronta para ir casa?
― Ei ― Tori sussurrou, com um olho aberto. ― Sim.
Michael ergueu-a em seus braços e se levantou. Seus olhos se estreitaram em punhais.
― Eu não sei o que aconteceu aqui, mas eu sei quando você está escondendo alguma coisa, fratello[6]. A palavra soou menos como irmão, e mais como uma maldição. ― Se eu descobrir que você fez alguma coisa com minha Compagna... ― Ele flexionou o queixo e balançou a cabeça. ― Não existe energia suficiente neste continente para parar o que eu farei com você.
Jonas podia sentir o aperto em seu maxilar. Ele precisava recuar e ser razoável, mas essa besta em seu interior chamada Luciano estava chateado com a ameaça. A emoção quase o levou a seus pés.
 ― Você tem a mulher, Michael. Ou não é suficiente? ― Os olhos de Michael se abrandaram um pouco, mas Jonas continuou. ― Oh espere. È verdade. Não é suficiente. Nunca foi. É por isso que você me culpou por Elizabeth.
Michael soltou uma série de maldições em italiano.
      Tori ergueu a cabeça.
― Quem é Elizabeth?
Michael olhou para ela, depois se voltou para Jonas.
― Foda-se, Luciano. ― Ele se virou e saiu correndo pela porta.
Blane, o musculoso vampiro com cabelos em cores preto e verde espetado, encolheu os ombros de seu lugar na parede ao lado da porta.
― Jogo perigoso você está fazendo, fratello ― Ele saiu pela porta. ― Um homem inteligente sabe recuar.


[1] Garante: Garante é a posição logo abaixo do líder.
[2] Compagna do Padrone: companheira do chefe.

[3] Serpentine: um grupo de Vampiros assassinos.
[4] Padrone: chefe.
[5] The Dungeon: A Masmorra.

[6] Fratello: irmão.